Passamos a vida preenchendo cadernos com a caligrafia obsessiva dos nossos julgamentos e ansiedades. Cobrimos a folha em branco com rasuras contínuas, reescrevendo episódios passados como quem tenta corrigir com fúria a tinta seca de uma frase infeliz. Em nenhum momento nos dete…
O pulso invisível que sustenta a pausa
A urdidura do pensamento e o tear imóvel
A corrente constante sob o leito das horas
O céu que não se altera com a tempestade
O tempero que a própria mente cozinha
O eco das cordas sem executante
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